quinta-feira, julho 20, 2017

Oi gente, como têm passado? Me: ótima. Motivo? Acabei de voltar das férias DA MINHA VIDA!

Eu sempre tive uma vontade enorme de conhecer a Califórnia por causa dos filmes e séries que eu assistia, então uma coisa sempre foi certeza no meu intercâmbio - eu usaria pelo menos uma semana das minhas férias para conhecer esse estado. A princípio a ideia era visitar com calma as cidades mais famosas junto com algumas amigas. Faríamos nosso roteiro, afinal é uma coisa que eu adoro fazer. Planejar viagem chegar a ser, pra mim, quase tão bom quando viajar em si.

Mas calma. E se nenhuma das minhas amigas conseguissem tirar férias no mesmo dia que eu? Ou se não conseguíssemos chegar a um acordo sobre o roteiro?

Essas dúvidas me apareceram antes mesmo de eu chegar aos Estados Unidos, pra vocês verem o nível de ansiedade da garota. Eis que um belo dia lá por 2016 eu vejo uma publicação no grupão falando sobre uma agência de turismo especializada em Au Pairs que faziam pacotes bem legais pra alguns lugares. Salvei o link. Ou será que o link me salvou? Rs. Sim, sou dessas que tentam prever o futuro.

Meses se passaram e eu estou nos Estados Unidos prestes a escolher a data das minhas férias, quando eu lembro da agência e resolvo dar uma olhada. Foi aí que conheci o pacote Western Sun [mais detalhes aqui], que, além da Califórnia, incluía também uma road trip por Arizona e Nevada (Vegas, baby!). Então além dos destinos já previstos por mim como São Francisco, Los Angeles, Hollywood e Santa Mônica, em Califa, eu ainda conheceria o Grand Canyon, Death Valley (lugar mais quente do mundo), rota 66, Las Vegas e outros lugares que eu conto melhor depois. Você deve estar pensando: nossa, que legal, mas então quanto que ficou essa belezinha de passeio?



Bom, eu não achei o pacote tão caro ($889 por 8 dias), mas o problema é que a passagem de avião é por conta própria, então dependendo de onde você mora, quando somar as duas coisas pode ficar uma leve facada. Como eu comecei a me organizar com bastante antecedência, deu pra conseguir uns preços até razoáveis de voo, mas tive que ficar bem atenta, checando todo dia. Consegui a passagem de ida, saindo da Filadélfia, por $140, e de volta por $170.

A parte boa é que, tirando isso, eu gastei pouquíssimo, pois o dinheiro que pagamos a APA inclui quase tudo: hospedagem em hostels e campings, transporte terrestre (a viagem toda é numa van), quase todas as refeições, a maioria das atrações e tickets e um guia/motorista.

Eu sei que quando falamos em guia turístico automaticamente pensamos numa pessoa tagarelando para um público de 50 anos sobre a história do local. Mas não, todos os guias de lá são novinhos e não vão narrar nada a não ser que você pergunte. O papel deles é nos dar dicas de lugares badalados, nos ajudar a montar nossas barracas nos acampamentos, ser o DJ da van e comprar/organizar nossa comida enquanto passeamos, para não perdermos tempo. Além, claro, de nos dirigir pra cima e pra baixo.



Mas acho que a melhor parte de ter um motorista numa viagem como essa é não ter que se preocupar com estacionamento. Isso otimiza nosso tempo de uma maneira que vocês não têm noção. Fora que o rapaz já foi tanto para aquele lugar, que sabe exatamente os melhores pontos pra tirar foto, evitar engarrafamento, ter uma vista incrível etc.   

Um detalhe que eu esqueci de mencionar é que apesar da agência se chamar Au Pair Adventures, você não precisa ser au pair para participar. Precisa, entretanto, ter entre 18 e 29 anos, o que foi um dos maiores motivos pra me fazer querer ir. Imagina viajar de férias com uma família cheia de criança na mesma van que você? “tá amarrado”. Logo, se você quiser ir com o namorado(a), é bem ok, e, caso não tenha companhia pra ir, vá sozinha mesmo! garanto que fará ótimas amizades. Na semana do meu tour só foram au pairs, dos mais variados países, e foi ótimo conhecer a história e o jeito de cada uma delas.



Agora que vocês sabem os detalhes técnicos e minha opinião sobre as vantagens de fazer uma road trip com agência especializada, eu vou contar minha visão sobre os lugares, falar sobre meus momentos favoritos e compartilhar com vocês as dores e as delícias da minha primeira experiência acampando de verdade. Ops, parece que vai ficar gigante. Vamos deixar para o próximo post? A gente se vê no dia 20 de julho. Enquanto isso vocês podem dar uma sacada das fotos da viagem que eu continuo postando no meu Instagram @juubabu. C u guys!


Western sun: férias com a Au Pair Adventures

quarta-feira, julho 19, 2017





Play it while you read :)
Photograph - Ed Sheeran


Maricota se olhou no espelho e se viu exatamente como há dois anos atrás. Seu rosto tinha essa expressão quase tranquila que convencia todos a sua volta de que ela tinha tudo sob controle e que ela estava certa de sua decisão. Mas em alguns momentos Maricota tinha certeza que um olhar mais atento veria claramente como ela de fato se sentia.



Não é que ela estivesse pensando em mudar de idéia, não. Ela sabia que era hora de ir para casa, ela queria ir para casa. Mas ainda sim seu coração doía pensando no pedacinho dele que ficaria aqui. Maricota se sentia exausta de tentar acalmar sua mente e tentar se convencer de que tudo ficaria bem. Deprimida de pensar em adeus após adeus que ela daria em breve.


Não foi fácil decidir vir. Dizer até logo doeu muito. Porque Maricota sabia o quão incertas são as coisas, sabia que tudo poderia mudar, sabia que quando voltasse ela poderia não encontrar o que e quem deixou quando veio. Mas ela também sabia que era provável que quase tudo permanecesse igual. Havia também a certeza de que mais cedo ou mais tarde ela voltaria para casa. Maricota não era só feita de asas, ela também tinha raízes. Poucas alegrias se comparavam a alegria de um almoço de domingo com a sua família.



Mas decidir voltar fosse talvez mais dificil. Porque para voltar é necessário dizer adeus e não até logo. Dizer adeus a vida que ela havia construído alí a partir das suas escolhas. Ela tinha todo a responsabilidade e todo o mérito por cada detalhe dessa vida. Escolha após escolha ela foi moldando seu novo universo.


Conheceu pessoas de culturas tão extremas a sua. E ao encontrar similaridades no meio de todo esse constraste, se sentiu encantada e decidiu chamá-los de amigos. Se viu trabalhando em lugares que nunca havia se imaginado até então. Aprendeu que não existe trabalho indigno ou trabalho que te faça melhor do que ninguém, também descobriu que dinheiro suado não é só uma expressão. Estudou assuntos complicadíssimos que não havia se atrevido a estudar nem em português, decidiu que era inteligente e capaz. Foi morar com uma família que não era sua, em um país que não era seu. Mas decidiu abrir seu coração e sua mente para as possibilidades e para aquelas pessoas. Decidiu amá-las mesmo sabendo que não seria para sempre. E quando foi chegando a hora de voltar Maricota foi percebendo que dizer adeus é diferente de dizer até logo.


Porque ela tinha certeza de que a partir do momento que ela dissesse adeus, essa vida nunca mais existiria.


E por mais que Maricota tivesse consciência desde o começo que essa vida era uma vida provisória, com data de validade, isso não a impedia de sentir como se estivesse abandonando as pessoas que ela aprendeu a amar alí e até mesmo, uma parte de sí mesma que havia crescido ali.


As ruas pelas quais ela andava todos os dias, o bares que ela frequentava, as pessoas as quais ela encontrava, as mudanças de estação que ela adorava ver, o pedacinho de gente que a havia cativado de uma maneira que ela não imaginava ser possível... todos os aspectos dessa vida seriam daquele momento em diante, memórias.



Tantas memórias de amor, cheias de risos. Memórias de um choro contido, que doeram e ainda doiam. Memórias das aventuras vividas e dos dias que nunca terminaram. Memórias de um cheiro e da sensação de um último abraço. Memórias que construíram mais um capítulo da sua história.



Entre uma lágrima e um riso, Maricota abriu sua caixinha de joias e colocou alí com todo cuidado todas essas memórias tão preciosas. Ela respirou fundo e então mais uma vez ela foi.


Maricota disse adeus.

terça-feira, julho 18, 2017


Olá, gente! Como vão?

Hoje gostaria de falar sobre um assunto que às vezes assusta as pessoas, e que muitas vezes impedem muita gente de fazer um intercâmbio: o idioma.

Quando eu fechei o programa de Au Pair, todos sempre diziam que parecia ser super legal e eu, na minha empolgação com tudo, sempre falava “Por que você não faz também?!”. Quase todas as pessoas me disseram “mas eu não falo inglês...”. Eu sou professora de inglês há 5 anos e a maioria dos meus alunos me diziam a mesma frase: “não viajo/faço intercâmbio porque não sei inglês.”

GENTE, PARA. Sério. Sei que o idioma é uma questão super importante para ir para fora, mas não deixem de ir por causa disso. Gostaria de compartilhar algumas dicas de como eu aprendi, e também as dicas que eu sempre dei para os meus alunos. Vamos lá!

Desde que eu era pequena eu gostava de inglês, meus irmãos iam em uma escola do bairro, mas eu não podia ir porque era muito nova. No entanto, meus pais compravam umas fitas VHS que vinham com umas revistas chamadas Magic English.

Magic English é um conjunto de revistas e DVDs da Disney. Em cada edição é abordado um tema diferente (família, casa, comida, cores, números, etc.). No DVD tem váááários pedaços de desenhos da Disney onde são utilizados os termos do tema (além de ser interativo com quem está assistindo, você repete, canta, fala, etc). E na revista possui várias explicações simples sobre o idioma, utilizando também os personagens da Disney, além de jogos de tabuleiro, tudo em inglês, mas bem fácil de entender! Me ajudou MUITO!
Tem alguns vídeos no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=Akz2fTrqT6s) vale conferir, além de ser uma opção barata (em torno de 15 reais cada edição)!



Música é outro meio que ajuda muito quem quer aprender inglês. O que eu fazia muito quando estava aprendendo era pegar uma música que eu gostava, e ficava vendo a letra e a tradução, cantava junto e tentava decorar. Ajuda MUITO para pegar vocabulários novos e algumas expressões, também!
Mas vale lembrar que é bom começar com músicas mais calmas. Tem gente que quer começar já com aquele rap enrolado e desistem e alegam que nunca conseguirão entender, deixa o Eminem pra depois



Séries e Filmes ajudam muito muito muito para pegar a entonação, maneira de falar, expressões do cotidiano, vocabulário e tudo mais. Assim como a música, é bom começar com séries e filmes mais simples, que não usem muitos termos técnicos. Por exemplo, uma série que me ajudou muito foi One Tree Hill, pois se trata de assuntos do dia-a-dia. Conforme for se sentindo mais confortável aí pode ir mudando os ares e assistir outros seriados rsrs.



Escola para as pessoas que precisam de motivação para estudar e aprender algo é uma boa pedida. Hoje em dia há várias escolas e métodos diferentes que podem ajudar todo mundo. Por exemplo, a escola que eu trabalhava até mês passado oferecia aulas de inglês individuais, só o aluno e o professor na sala e com foco na conversação. Então, para quem tem pressa para aprender e principalmente em falar, é uma boa opção. Sei que não são todos os lugares que oferecem esse tipo de alternativa, então outra ferramenta é a internet com aulas online! 


Hoje temos sorte de haver uma variedade enooooorme de ferramentas que podem nos ajudar a aprender um idioma, seja ele qual for. Então o que eu sempre falo é: Não deixem de viajar, fazer um intercambio, ou perder oportunidades por medo de não conseguir falar um idioma.

Espero ter ajudado!
Beijos

E o inglês, #comofaz?

segunda-feira, julho 17, 2017

Oi gente, esse mês de julho eu completo um ano escrevendo no blog e, muito menos divertido, esse é meu último mês de Finlândia e eu estou só no choro. Vejo muitas au pairs contando os dias pra se 'livrar' do programa e eu quero só rebobinar. Entretanto, estou em contagem regressiva para deixar a Finlândia, mas não para deixar de ser au pair, no próximo post contarei aonde será meu próximo ano.

Então, dia 20 de julho eu completo um ano morando aqui, e por isso resolvi fazer um post falando de dez curiosidades sobre esse país que já tem um espaço gigante no meu coração:

  1. A educação é considerada a melhor do mundo. Já fiz um post aqui falando sobre um dia que eu passei na escola a qual a minha hostmom da aula. É simples gente, não teria como ser diferente essa posição no ranking, a Finlândia se destaca pela igualdade entre as escolas, alta qualificação dos professores e por sempre estar repensando o currículo escolar.
  2. Congelar morangos no verão. Não conheci até agora uma família que não congele quilos e mais quilos de morango no verão para durar (teoricamente) o ano inteiro. Aqui em casa foi até janeiro, depois disso passaram a compra os já congelados mesmo. O morango finlandês é delicioso, super doce e grande.
    Metade dos morangos congelados aqui em casa
  3. O estereótipo de um finlandês é bem parecido com o finlandês. Ao mesmo tempo que ele é coração frio, ele é muito carente (quando se trata de dates, namorados,...). Conheci poucas exceções nesse tempo (pra minha sorte minha hostfamily é mais coração quentinho). Eles são pessoas que dão valor ao dinheiro, não saem gastando com qualquer bobagem só por que tem, eles planejam cada centavo.
  4. Eles tomam leite como a gente toma água. Leite Puro. Eles tomam leite com o almoço, janta, café da manhã,.... Tem finlandês que toma um litro de leite por dia. Nas escolas, no horário do almoço as crianças são proibidas de tomar água, ou toma leite ou não toma nada.
  5. O País da Sauna. Tem gente que faz sauna todos os dias aqui, tem gente que só uma vez por semana, mas é uma certeza que todos fazem. Basicamente qualquer casa finlandesa que se preze tem uma sauna, se tu mora em condomínio provavelmente terá uma sauna no prédio. Há milhares de saunas públicas na Finlândia, inclusive em praias. 
    A quantidade de saunas públicas aqui na Finlândia
  6. Existem, basicamente, dois tipos de finlandeses. Existem, como eles mesmo se intitulam, os 'true finns' que são os finlandeses que são alfabetizados em finlandês e não entendem o porquê a língua sueca é considerada uma das línguas oficiais, pois afinal, estamos na Finlândia e não na Suécia. E existem, como eles mesmo se intitulam, os 'Swedish-speak-finns'. São os FINLANDESES (aí de você se chamar eles de suecos) que são alfabetizados em sueco primeiro e não entendem porque a Finlândia continua falando finlandês, já que é uma língua tão difícil. E é muito engraçado ver os dois lados se avacalhando e brigando veladamente. Eu moro numa cidade de true finns, mas perto da maior cidade de Swedish-speak-finns. Então eu conheço os dois lados nessa 'guerra' e posso dizer que é o tipo de problema que eu poderia esperar de um país como a Finlândia. Obviamente não é só na língua que há diferença entre eles, a cultura em geral é um pouco diferente.
  7. Burocracia. Meus amores, juro que nunca mais reclamarei sobre a burocracia e demora para as coisas se resolverem no Brasil depois de morar aqui. Gente, é tudo custoso aqui. Filas e mais filas em supermercado. Fui fazer um boletim de ocorrência e jurando que iria ter ele na mesma hora, descobri que eles mandam pelo correio e que demora uma semana. Para ligar para a migração a linha telefônica só está disponível duas vezes na semana, duas horas cada dia. Enfim, é uma tortura isso.
  8. Finlandês ganha auxílio do governo para tudo. Você nasceu, ganha uma caixa com produtos para o bebê e para a mamãe ou o valor em dinheiro. Depois disso o governo paga mensalmente um valor para cada filho finlandês (segundo o governo é para cobrir os gastos com comida e roupas, segundo os finlandeses reclamões, não da nem para comida) lembrando que o governo paga educação e saúde já. Quando você vai para faculdade (que é de graça) recebe um auxílio para estudar. Isso inclui mestrado e doutorado. Sim, é pra qualquer finlandês que não esteja trabalhando (mas não precisa comprovar renda ou algo parecido, todos têm direito). Finlandês pode ter licença maternidade até 3 anos, isso inclui o pai. Seguro desemprego é válido até tu arranjar outro. Se o teu salário não está cobrindo todas as tuas despesas, tu ainda pode pedir um reforço ao governo. E tem outras rendas que eu não vou ficar citando aqui, por que teria que fazer um post só de rendas.
  9. O imposto finlandês. Eles inclui todo e qualquer dinheiro recebido para cálculo de imposto. Uma criança estava vendendo limonada na porta de casa e o governo foi lá taxar a criança (provavelmente os ganhos da criança deu abaixo do valor considerado para isenção), mas era necessário que a criança declarasse. Um menino de 12 anos estava juntando garrafa pet para poder ir pra Disney, alguém (mal amado pra caramba) denunciou o menino, mas o imposto verificou que o menino já havia declarado os recebidos e era isento também. Os altos salários aqui, chegam a ser taxados em 50%.


    Para quem denunciou o menino de 12 anos e se deu mal
       
  10. Finlândia é um país gelado mas é muito amor, se tiver a possibilidade de vir, venha.

Até mês que vem pessoal.


Paula

10 Fatos sobre a Finlândia

quinta-feira, julho 13, 2017


Olá meninas e meninos,

Meu ano de Au Pair acaba no mês que vem, e esse é meu ultimo post pra vocês.

Nem acredito como esse ano passou rápido e quando eu olho pra trás me surpreendo do tanto de coisa que mudou na minha vidinha.

Por isso decidi, neste ultimo post, fazer uma compilação das coisas que aprendi, em 16 tópicos.

1 – SAUDADE
Saudade é uma das poucas coisas que o tempo não cura, mas que você aprende a lidar.
Na minha primeira vez como Au Pair, tinha 19 anos, achei que não ia aguentar de saudade, e que não seria capaz de resistir um ano sem meus parentes e amigos. Mas resisti, aos trancos e barrancos.
Agora, com 28 anos, a  saudade existe, ela está la, ela martela, mas pra mim, ela é suportável.

Minha dica: recebam o máximo de família e amigos aqui, isso mantém a saudade controlada.

2- LÍNGUA
Hoje eu vejo o Dutch com outros olhos.
Quando cheguei pareciam que um estava brigando com o outro. Agora eu vejo tanta beleza nela. Com seus sons que saem da garganta e vogais impronunciáveis – kkkkk
Serio gente, é uma língua tão mais tão rica, que vale super a pena aprender.

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Minha dica: Cheguem, e comecem a estudar no 2º dia. A qualidade da escola é importantíssima. Gastem dinheiro com isso, vale a pena.

3- PESSOAS
Empatia é um problema sério aqui. Mas não é por mal. Eles simplesmente acham que é normal. Eles são diretos e sinceros, e falam as coisas na sua cara.
Minha dica: faça o mesmo

4- TRANSPORTE
Nada no mundo funciona melhor que o transporte publico da Holanda.

Minha dica: faça o download do app 9292 – ele te levará a qualquer lugar. Antes de sair de casa cheque o horário do trem, ônibus, tram, ferry... etc.

5- ROUPAS
Faz frio aqui, mas também faz calor. Esteja preparado.

Minha dica: suas melhores amigas serão: lã, botas, chinelo e shorts. Nessa ordem.
Não saia de casa sem checar o tempo.

6- COMIDA
Voce vai engordar, fato. E você vai se chocar com as mini porções de carne oferecidas.


Minha dica: passe numa churrascaria antes de entrar no avião.

7- DINHEIRO
O salário de Au Pair não da pra nada.

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Minha dica: traga dinheiro do Brasil. O quanto conseguir.

8- CASA
Exija fotos do seu quarto e da casa antes de vir.
Eles PODEM - ênfase no podem - ser sujos e bagunçados; a casa VAI ser velha e teu quarto pode ter mofo. 
True story

9- FURTOS
Furtos acontecem. São raros, mas acontecem. Fui furtada mesmo sendo brasileira. O cara devia ser muito bom.

Minha dica: pense SEMPRE que você está na 25 de março no final de semana que antecede o natal.
O replacement da ID de Au Pair é 260e, keep that in mind

10 – AMSTERDAM NÃO É TAO LEGAL ASSIM
Amsterdam tem 348924729 coisas para fazer, especialemnte se voce curte museus. Mas não se engane, ela é bagunçada, cheia e cara.


Você vai visita-la, obviamente, mais até do que voce gostaria. 

Minha dica: king's day é demaaaais
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11 – AMIGAS
Suas amigas são suas companheiras. Nunca menospreze o poder da ocitocina.


12 – O POVO
Os holandeses são as pessoas mais bonitas do mundo, na minha opinião. Dá gosto de sair de casa.

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13- MEDICINAS E FARMACIAS
Farmácias aqui são uma decepção, se você for hipocondríaco igual a mim.
Médicos não vão te receitar remédios, e eles acreditam piamente no poder do self-healing. Mesmo se você estiver morrendo.

Minha dica: traga do Brasil todos os remédios que você conseguir tomar. E se precisar de um medico FAÇA DRAMA

 14- NÃO DEIXE DE VISITAR


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Kasteel de Haar
Weesp
Giethoorn
Paleis het loo
Rotterdam
Den Haag
Kinderdijk
Muiderslot
Breda
Naarden
Maastricht
Entre outras...

15 – COMPRAS
Sim, a Primark é muito barata, mas as roupas NÃO duram.

E finalmente,

16- AU PAIR NA HOLANDA
Ser au pair na Holanda, foi a melhor experiência que já vivi na minha vida. Se pudesse começaria tudo de novo.


Foi um prazer fazer parte da vida de vocês esses tempos,
Muito obrigada por tudo!!!


Muitos Beijos,

Li Arbex

Doeg / Doei / Dag