segunda-feira, janeiro 22, 2018

O que foi essencial na escolha da minha host family

Olá Pessoal,

Espero que o primeiro mês do ano esteja sendo maravilhoso para todos. Afinal, nada como começar o ano com o pé direito e cheio de boas energias, não é mesmo?

Janeiro pra mim é um mês de reflexão. É o mês do meu aniversário e eu sempre acabo pensando em tudo que já fiz e em tudo que ainda quero fazer. Nesse primeiro aniversário de volta ao Brasil, depois de passar dois 7 de janeiros nos EUA, parei pra pensar em tudo que o Au Pair me proporcionou.

Cheguei a conclusão que, se os meus meses de Au Pair foram maravilhosos, foi porque eu tive sorte de encontrar uma família que me acolheu muito bem. Por isso, vim aqui hoje falar um pouco do que eu acho essencial em uma boa host family e o que eu considerei na hora do match.

Comida: o que pode e o que não pode?

Alimentação é essencial pra mim. Não sou a pessoa mais saudável da Terra, mas também evito comer fast food e comidas gordurosas durante a semana. Em compensação, amo um doce e não consigo me ver sem um chocolatinho no fim do dia.

Por isso, acredito que conversar sobre os hábitos familiares durante o Skype é super importante. A sua host family pode ter uma dieta diferente da sua e isso pode ser um fator de stress pra você. Afinal, nesse intercâmbio, tudo é uma caixinha de surpresas, e nem sempre ela é agradável.

Converse com a família se mesmo eles sendo vegetarianos, por exemplo, você pode comer carne na casa. Se eles tem alguma restrição alimentar, se você tem alguma restrição alimentar, se você pode acrescentar aquilo que come na lista de supermercado deles... enfim, converse sobre como é a alimentação da casa, assim você evita surpresas desagradáveis quando chegar.

Schedule: fim de semana trabalhando ou não?

Uma das questões decisivas para o meu match foi o meu schedule: iria trabalhar das 7 às 8:30 e depois das 15:30 ás 19:00. Meus finais de semana seriam off e quando os pais estavam off, eu também estava.

Era bem difícil eu trabalhar as 10 horas diárias e se trabalhei 5 finais de semana forma muito. Porém, essa é uma norma do programa e acredito que não podemos reclamar de cumprir o combinado. Por isso, é importante deixar bem claro no Skype o período que você vai trabalhar, como será os finais de semana, se você está disposto a trabalhar sábados e domingos.

Desse jeito, você já vai preparado para organizar a sua rotina de viagens, passeios e tudo mais!


Parte da família é diferente de passar 24 horas com eles

Eu gostava muito da minha família e gostava de passar meu tempo off com eles também. Mas ter a minha privacidade e o meu momento sozinha também eram importantes. Minha host family sempre me dava espaço para ficar com eles ou mesmo ficar trancada no meu quarto o dia todo.

Procure conversar com a sua futura host family sobre como ela entende esse seu tempo de individualidade e sobre o seu tempo off. Assim, você pode dar match com a host family mais parecida com você.


Essas são algumas das questões essenciais que me ajudaram a escolher uma família legal e que me proporcionasse bons momentos. Afinal, não é nada fácil ficar longe de casa sem um apoio e um ambiente agradável, não é mesmo?!

Espero que as dicas tenham ajudado!!






USA: e ai? já sabe onde conhecer nos EUA no seu ano de Au Pair? Aguarde os próximos post :)
                                 






domingo, janeiro 21, 2018

Poder de um bom application!

Olá Au Pairs!!!

Espero que vocês estejam bem! Que o ano de 2018 seja incrível para vocês! Para quem é Au Pair, que o ano seja gentil, que aconteçam sempre coisas boas, muita viagem, muito dinheiro, bons amigos! Para quem ainda tá no caminho, que você persista, não desanime apesar das dificuldades que o processo apresenta e mais importante, que você encontre a família que mais encaixe com você! 

Exatamente por isso, hoje foi contar um pouco da minha história de match, sobre o processo que tomou mais tempo do que eu gostaria, mas que no fim deu certo! 


Resultado de imagem para match


Eu sou de Sorocaba, e na minha cidade nós temos quatro agências que vendem o programa de au pair, sendo entre APC (Au pair Care) e a Apia (Au Pair in America). Eu decidi fechar com a STB, representante da APC, pelo bom atendimento que me foi prestado desde o início, diferente de outras agências (isso na minha cidade). 

Eu estava um pouco afobada para começar meu intercâmbio, como a maioria de vocês! Então eu corri para entregar meu application, comprovar as horas, fazer vídeo, todas as fases que vocês já conhecem.

Meu primeiro vídeo, para ser honesta, tinha uma ideia ótima, queria fazer ao ar livre, num parque, e me esqueci de que venta quando estamos ao ar livre, não é mesmo?! Por isso o áudio ficou uma bosta e eu tive que gravar minha voz em alguns trechos. No desespero de entregar, deixei assim mesmo!

Me apareceu uma família na primeira semana, pensei: "Nossa, que rápido! Que maravilha", mas não fechamos o match. Depois disso meu perfil estava entregue às moscas. Um mês, dois meses, três meses! E eu só queria começar meu intercâmbio logo. Então liguei na agência, pedi para que me dissessem se eu poderia mudar algo e por que eu não estava tendo famílias. 

A minha agente me disse que talvez eu pudesse melhorar meu perfil, minhas fotos e vídeos, mas para isso eu teria que ficar offline e refazer TUDO, inclusive o formulário médico e só depois ficar online novamente. No primeiro momento fiquei muito chateada, como assim? Eu vou ficar offline e refazer tudo? Não vai dar tempo. Eu preciso ir embora logo! Mas resolvi tentar, já que era a única opção que eu tinha no momento. Refiz tudo, tirei fotos mais elaboradas, fiz um vídeo com qualidade melhor, informações melhores. Fiquei online novamente, e depois de dois meses e seis famílias, tive meu match com uma família incrível! 

Então, se vocês estão aí no processo de fazer o vídeo, o façam com carinho, façam todo seu application com carinho e paciência, porque as chances de as famílias verem são maiores. Se você está há mais tempo online, sem família, converse com sua agente, tente melhorar seu perfil! 

Não se esqueçam de que as coisas acontecem no tempo certo, então não se desesperem e deem o melhor de vocês!

Beijo! ❤
Paulinha Moro

sábado, janeiro 20, 2018

Desistir também é um ato de coragem


Como eu contei no post anterior, o meu intercâmbio não terminou da forma esperada. Decidi abandonar o programa no primeiro mês do meu segundo ano. Um caminho que, a princípio, me deixou com uma sensação de fracasso. Algumas pessoas vão pensar que não foi nada demais. “Quer ficar, fica, quer desistir, desiste, ué”. Mas quem já foi ou está no processo, sabe como é demorado e estressante conseguir chegar e permanecer lá. A gente cria expectativas, se esforça, investe tempo e dinheiro, e muitas vezes fecha algumas portas no Brasil pelo fato de ter decidido partir. Tudo isso acaba gerando um apego à nossa vida de au pair.

Somado a isso tem a dor de dizer adeus às amizades, às facilidades de viver num lugar desenvolvido, e às coisas que construímos. E, o pior, dizer adeus ao seu Eu de lá. Eu sempre tive a sensação de que a personalidade livre e forte que adquiri como au pair seria esquecida a partir do momento que eu deixasse de ser uma intercambista solta pelo mundo e voltasse a ser só uma pessoa normal.
Dito tudo isso, acho que dá pra ter uma ideia do que eu quero dizer com a frase do título. E não se engane: não estou me referindo coragem devido à violência, corrupção e todo o resto do pacote que a gente ganha ao voltar. Afinal não foi porque passei um ano nos Estados Unidos que vou ficar com medo do país em que eu vivi a vida inteira.

Eu falo em coragem para abrir mão de tudo que você lutou para ter, por não se identificar mais com aquilo, ou porque não é o melhor pra você no momento. Coragem para ouvir as pessoas falarem “não volta, a situação no Brasil está pior”, enquanto você trava uma luta interior se questionando se está fazendo a coisa certa. Você precisa ser forte e decidida para, seja qual for sua escolha, não viver olhando para trás.
Então, não, minha decisão não deve ser encarada por mim como um fracasso. Pelo contrário: talvez tivesse sido muito mais fácil continuar, mesmo com as dificuldades. Difícil mesmo é deixar o seu sonho ir embora, aceitar que é hora de buscar outro novo, e saber que não vai ser fácil, como esse não foi. Difícil, mas necessário e engrandecedor.

quinta-feira, janeiro 18, 2018

E os bichinhos?

Olá gente!
Como vão?

Está errado quem pensa que au pair cuida só de kid. Boa parte das au pairs vivem com host families que têm cachorros, gatos, tartarugas, porquinhos, etc. E para algumas au pairs, o convívio e os cuidados com os bichinhos entram na rotina. 

Os afazeres em relação ao pet não é da responsabilidade da au pair, mas pelo menos para mim - uma animal lover assumida - foi impossível morar lá e não cuidar, brincar e me apaixonar pela pet da família.

Minha host family tem uma labradora linda chamada Betsy e o amor por ela foi instantâneo. Algumas vezes eu preferia mais cuidar da Betsy do que das kids hahhahah.



A gente compara várias coisas do Brasil com país que vivemos (preços, casa, segurança, política, dates, personalidades, transporte, etc), mas quase sempre esquecemos de ver a diferença entre nossos cuidados com os bichinhos, algo que muda MUITO, pelo menos entre o Brasil e o EUA.

Vou falar um pouquinho sobre essas diferenças entre os dois países, começando pela que mais me agradou, que é que os cachorros vivem e ficam dentro de casa. Eles compartilham todos os espaços da casa com a família. Não tem aquela coisa de "cachorro só do lado de fora", como acontece muitas vezes no Brasil.

O custo de manter um cachorro no EUA é muitíssimo alto, e muitas vezes antes de uma pessoa adquirir um cachorro (seja por compra ou adoção) é conferido se o futuro dono terá condições financeiras e de boas condições de vida para mantê-lo.




Os cachorrinhos no EUA também são bem quietinhos, talvez pelo fato de ficarem bastante dentro de casa. Quase nunca latem ou rosnam. Um exemplo disso é a Betsy, que por todo o tempo que morei com a host family, só a ouvi latir uma única vez para um esquilo que entrou na cozinha para pegar comida.

E a maior e melhor diferença de todas na minha opinião: não existe cachorro de rua. Estive um bom tempo no EUA e Canadá, passei por várias cidades e nunca vi nenhum cachorrinho de rua. Há uma grande preocupação com a causa, e existem muitas pessoas interessadas em adotá-los ou ajudá-los em instituições. 

Enfim, acredito que o Brasil deveria seguir esse exemplo. E au pairs que têm bichinhos, cuidem e amem muuuuito seus host pets, pois o amor que os animaizinhos nos dão não muda nada de um país para o outro. 

Abaixo vai um vídeo que fiz da minha host dog Betsy!





Beijo

quarta-feira, janeiro 17, 2018

New Jersey x Chicago

Oi gente

Tudo bem com vocês?

Bem, no post do mês passado eu contei pra vocês que uma host family de New Jersey me pediu o match. Eu fiquei super surpresa porque foi tudo muito rápido! Dois dias seguidos de Skype e então, o pedido. No entanto, preciso voltar um pouquinho no tempo para atualizar vocês. 

Nessa mesma semana (em dezembro) eu tinha visto um oferecimento de família (em Chicago) no grupão do Facebook. Vi que cumpria todos os “requisitos” e mandei mensagem para au pair atual com o meu número da APIA. Ela disse que realmente o meu perfil batia com o que eles estavam procurando (no quesito idade, experiências, inglês). Aí ela disse que logo eles entrariam no meu perfil para marcar Skype. Isso foi numa segunda-feira. Enquanto isso na terça e na quarta eu conversei por Skype com essa família de New Jersey que já estava em meu perfil. Eles têm dois meninos de 10 e 13 anos. Depois do segundo skype recebi o e-mail com o convite para ser a au pair deles! Como eu já mencionei, fiquei realmente surpresa, feliz e ao mesmo tempo, confusa. 


                                        AI MEU DEUS E AGORA?



Durante o meu processo (como acontece geralmente nesse mundo “aupairiano” rs) eu conversei com várias famílias, respondi a inúmeras perguntas via e-mail e por mais que algumas conversas tenham fluído super bem, o match nunca chegava; por isso o choque diante da decisão rápida dessa família. Respondi que estava feliz por terem me escolhido mas que precisava conversar com meus pais e meu irmão sobre e que em breve daria uma resposta. A família tinha sim muitos pontos positivos e pareciam bem bacanas mas eu ainda estava assimilando tudo e esclarecendo as dúvidas com a atual au pair.


Bem...eu estava considerando aceitar imaginando que a outra família não entraria em contato. Eis que na quinta-feira eles entram no meu perfil já querendo marcar o Skype! Fiquei empolgada porque teria a oportunidade de conhecê-los antes de tomar uma decisão. 

Fizemos o Skype no mesmo dia (eu e os pais), pois contei a eles todo o meu processo e eles perceberam a minha urgência em me resolver. No dia seguinte conheci as meninas, gêmeas de 12 anos recém-completos, e gostei muito delas. E em seguida, veio o pedido de match. Again. Dois dias seguidos. E aí foi um tal de fazer as listas de prós e contras (eu, particularmente, acho que adoraria morar nos dois lugares...), mas o que pesou mesmo foi pensar no que eu queria, bem lá no fundo.  Então segui meu coração, escolhi a família de Chicago e é pra lá que eu vou! Confesso que foi difícil dispensar a outra família, eles são bem legais também, mas a vida é isso, aprender a dizer "não" também faz parte do processo.  



                                           The bean - Chicago
                             


E pensar que antes eu conversava com host families que eu sentia que não eram pra mim por puro medo de ficar sem família. Hoje eu vejo que tudo acontece na hora certa, nem antes, nem depois. A au pair atual da minha família é uma fofa e sou muito grata a ela por toda a ajuda.

Agora é correr atrás de tudo: mala, roupas, documentos, exames médicos. Meu visto está agendado para HOJE! (me desejem sorte! rs). E ah, meu baile de formatura será nesse fim de semana, então essa está sendo uma semana intensa. E de muitas alegrias também, tenho certeza! Mês que vem eu volto contando sobre o visto e os detalhes finais dessa preparação de 6 meses para começar essa aventura!

Beijos e até lá :)