sábado, novembro 18, 2017


Olá gente!
Como vão?

Para quem nunca ouviu falar, play date é quando duas ou mais crianças se reúnem pra brincar, com lugar e hora marcada, na maioria das vezes acompanhadas de um responsável.

Conversando sobre esse assunto com uma amiga também au pair, ela me disse que odeia os play dates, pois sente que acaba cuidando de mais kids do que ela é obrigada.



Hoje moramos em Bronxville (que fica há 20 minutos de Nova York), mas até uma semana antes de eu chegar minha host family morava no centro de Manhattan. Quando eu cheguei aqui não entendia o porquê minha host mom procurava tanto por play dates para as minhas kids, que na época não tinham amigos aqui por serem novos na cidade.

No começo eu não marcava play dates pras minhas kids, principalmente por causa delas serem bem desobedientes, agressivas e rudes com outras pessoas e crianças, então levá-las à qualquer lugar era muito difícil.



Mas como durante o verão elas passavam muito tempo dentro de casa juntas (o que começou a causar muitas brigas entre elas) e muito tempo na TV, então resolvi marcar alguns play dates para distraí-las um pouco e para conhecerem mais crianças na cidade nova. Só que eu acabei descobrindo outros pontos positivos nestes encontros!

As minhas kids ficaram mais comportadas com outras crianças por perto. Passaram a assistir menos TV durante o dia. Chegavam cansadas em casa, então dormiam muito bem de noite, sem contar que o dia passava muuuuito mais rápido quando estávamos fora de casa!

Para mim também foi ótimo! Eu conheci outras au pairs, tinha um tempo para conversar com elas sobre assuntos que não envolviam crianças em si, reclamar, rir, sem contar que podia "relaxar" mais já que as crianças brincavam super bem juntas!

Enfim, na minha opinião vale a pena sair em play dates sim! Faz bem para a criança e faz bem para a au pair.

Até próximo dia 18!
Beijos

Play dates: cilada ou vale a pena?

sexta-feira, novembro 17, 2017

Oi gente! Tudo bem com vocês?


Bom, eu sou a Valquíria! Este é meu primeiro post aqui e vou me apresentar brevemente: sou virginiana, tenho 26 anos, nasci em Aparecida e atualmente moro em São Paulo, onde estou finalizando o curso de psicologia (amo!).




Pra começar meu post devo dizer que sempre acreditei nessas coisas que “o que é pra ser, será”. Digo isso porque um dia eu estava num supermercado com uma amiga e encontrei uma colega do cursinho com quem mantinha um contato bem esporádico; no vai e vem da conversa ela me contou que se formou e que resolveu ir pros EUA ser Au pair e que já estava até "online” (confesso que na época, 4 meses atrás, eu nem sabia o que isso queria dizer hahaha). Ela falou sobre o limite de idade, que podia se inscrever no programa até os 26 anos e pouquinho. Eu pensei “poxa que legal”, e nisso fui embora pra minha casa e fiquei com aquela ideia na cabeça. Comecei a pesquisar, pesquisar, e nisso fui trocando mensagens com essa colega (que hoje é minha amiga e parceira de angústias e alegrias nesse processo)...até que uma hora pensei “ué, porque não?!”

Durante a faculdade eu havia cogitado outros intercâmbios mas acabei desistindo por inúmero motivos; o principal envolvia o desejo de me formar logo. Mas no fundo eu sabia que precisava viver novamente uma experiência internacional, porque eu fiz High School no Canadá, uns bons aninhos atrás, lá em 2009. Então eu sabia dos benefícios e do amadurecimento enorme que uma viagem assim traz pra gente. E também queria esse break para pensar qual área da psicologia tem mais a ver comigo. Bom, considerando esses fatores e os o fato de eu preencher os requisitos pra ser au pair, resolvi compartilhar com minha família, na base da brincadeira, que tinha decidido ser babá nos EUA! E eles riram.




                           (Cena do filme “The Nanny diaries)*


 Pois é, eles riram e meu pai inclusive disse “5 anos de psicologia pra ser babá lá fora?” Fiquei meio abalada pensando que sim, talvez eu devesse mesmo arrumar um emprego na minha área logo, porque eu já havia trocado de faculdade duas vezes e estava na hora de botar a mão na massa. No entanto, o fato de eu ter quase a idade limite (fiz 26 em setembro) e pensar "é agora ou nunca" falou mais alto! Não rolaria fazer intercâmbio nos próximos anos por conta de grana e esse seria o único possível, então isso acabou pesando.


Resumindo, depois de muitas reflexões e conversas com familiares/amigos e principalmente PESQUISAS, inclusive neste blog que vos escrevo, eu decidi arriscar! Aí veio todo o processo de escolher agência, preencher application, fazer o vídeo, arrancar os cabelos rs...até finalmente ficar online! E aí quando você sente o alívio de estar online começa a ansiedade pelo aparecimento das hosts families. E ufa! Haja coração! Digo que não está sendo nem um pouco fácil pra mim, como sei que não é pra ninguém. Conciliar o fim da vida universitária, os atendimentos na clínica psicológica, os relatórios infinitos, o tão temido TCC e ainda enfrentar todas essas etapas tem sido um teste diário. Mas sei que valerá a pena!















Por fim, algo que tenho gostado muito nesse processo todo é o compartilhamento de experiências das ex, futuras e atuais au pairs, sejam nos grupos do facebook, nos blogs, nos vídeos. É inegável o quanto as trocas/dicas/conselhos são fundamentais pra gente se fortalecer e seguir o baile, apesar das dificuldades....Mas o negócio é não se descabelar e pensar que é aquilo, o que é pra ser....vai ser! E pra finalizar quero dizer que eu estou muito feliz em fazer parte desse time das 30 au pairs! Será uma alegria dividir um pouquinho das minhas aventuras com vocês!

No próximo post eu conto um pouquinho mais sobre o meu processo e sobre o fim da minha vida universitária! Beijos e até o próximo dia 17! <3


Sobre o fim da faculdade e o início do processo para ser Au Pair!

quinta-feira, novembro 16, 2017

Estar na nossa zona de conforto e ótimo, não é mesmo? Mas querem sabe o que é melhor ainda? Sair dela, arriscar e fazer coisas diferentes. E é por isso que estou aqui hoje, para começar algo diferente, algo que eu sempre pensei em fazer, mas nunca tive coragem: escrever em blogs! Vamos deixar essa lenga-lenga de lado e ir ao tópico de hoje. Esse é meu primeiro post, então nada mais justo que começar me apresentando.


Meu nome é Rúbia, tenho 28 anos e a partir de agora também faço parte da equipe do “Blog das 30 Au Pairs”. Lembro que lá em 2012, quando comecei a pesquisar sobre Au Pair, eu lia muito o blog e estou muito feliz de poder compartilhar minha história e experiência com vocês. Um pouquinho mais de mim: sou formada em Letras (Português/Inglês), já morei nos Estados Unidos, na Holanda e há 2 anos moro no Canadá. Se tudo der certo, ano que vem me tornarei residente permanente aqui (tópico para posts futuros, ehehe, fiquem ligados hahaha.)
Eu adoro compartilhar minhas experiências e ajudar as pessoas com as informações que eu sei, seja sobre Au Pair ou não. Acredito que por ter morado já em 3 países e ter tido 4 host families, será muito legal dar dicas sobre o relacionamento com a host family e também sobre diferentes culturas e a adaptação toda. Eu gosto também de falar bastante sobre as opções fora dos EUA e de como esse mundão é grande, só basta a gente dar a chance pra outros lugares.
No próximo post eu contarei um pouco sobre a minha experiência nos EUA (que foi bem breve) e sobre a decisão de ir para a Holanda. Caso exista algo específico que vocês queiram que eu fale sobre, é só deixar nos comentários. Como eu nunca tive um blog, qualquer crítica para que eu possa melhorar meus textos também é muito bem vinda! Vou deixar aqui uma foto em cada país que morei, quando escrever sobre esses lugares mais especificamente, coloco mais.




Sarasota (FL) - Janeiro 2013
Windmill na Holanda (Geldrop) - Outubro 2013


Outono em Vancouver (Canadá) - Novembro 2017

Outra coisa muito interessante que posso oferecer para vocês é dicas e informações sobre a vida pós-au pair, especialmente agora que moro no Canadá, visto que aqui existem inúmeras oportunidades pra quem ainda quer morar fora, mas já não quer mais cuidar de crianças. Como eu comento muito nos grupos de au pairs, pode ser que alguns dos meus assuntos não sejam novidade pra quem está nesses grupos, então, peço desculpas desde já e me comprometo a tentar sempre trazer coisas novas.



Obrigada por lerem até aqui e até o próximo mês!

The beginning is always today.

quarta-feira, novembro 15, 2017

Bom dia!
Pra você que está interessado em se tornar au pair na Suécia e não sabe por onde começar, vou te dar dicas de sites para encontrar famílias. Mas antes vamos falar um pouco sobre agências de au pair.

Muitas pessoas tem receio de encontrar uma família em sites de busca ou facebook, pois se sentem mais seguras quando o processo é realizado através de uma agência.

Na europa, o papel das agências é mínimo. Normalmente as agências ajudam a au pair e host family com a documentação, fornecem informações sobre as regras do programa, são a ponte entre família e au pair no pré embarque e auxiliam a au apair a encontrar uma nova família em caso de rematch (nem sempre essa ajuda é realmente efetiva).

Diferentemente das agências de au pair nos Estados Unidos, as agências de au pair na Europa não são seu sponsor, por tanto não pense que a agência se responsabilizará por você em caso de problemas com a família ou rematch. 

O que eu quero dizer com isso, é que algumas pessoas acham que o Au pair na europa é igual nos Estados Unidos, ou seja, em caso de rematch a "LCC" (que não existe aqui) vai te abrigar na casa dela até você encontrar um novo lar. Até hoje eu nunca ouvi falar de nenhuma au pair que foi recepcionada na casa de alguém da agência, porque estava passando por apuros.

Ainda sim, acho justo tentar encontrar famílias através de agências, mas tenha em mente que a agência te ajudará a encontrar a família, te dará suporte com a documentação e dúvidas sobre o programa e "that's it!".


Dicas de agência na Suécia

Para o au pair na Suécia eu indico a agência Scandinavian Au-pair Center. A agência não cobra nada da au pair (ponto positivo) e te auxilia a encontrar uma família que tenha a ver com seu perfil.

O processo é basicamente este:
  • A au pair se cadastra no site e cria um perfil;
  • A agência publica seu perfil no site e as famílias podem ter acesso as suas informações;
  • Você pode procurar por famílias no site e enviar e-mail pra agência pedindo para ser apresentada a família X;
  • A agência te envia o perfil de famílias que tem a ver com o seu perfil, ou famílias que entraram em contato com a agência interessados no seu perfil.
Eu particularmente gosto muito do suporte desta agência. As agentes são super atenciosas, respondem aos e-mail com agilidade e inclusive te ligam se for necessário.

PS: essa agência é válida para todos os países escandinavos, então se você tem interesse em ser au pair em outro país escandinavo que não seja a Suécia, pode se cadastrar também.

Outra agência que conheço é a Saga Au Pair Services. Esta agência foi criada por duas brasileiras que foram au pairs na Suécia e Finlândia. Nesta a agência a au pair paga uma taxa para a agência apenas após o match. Se você se interessar entre em contato com elas para ter acesso ao preço.


Dicas de sites de busca de famílias na Suécia

Meu site preferido é o Au Pair World. Neste site você pode criar um perfil completo, com diversas informações pessoais e profissionais, fazer upload de fotos e vídeos e procurar por sua família.

Você não precisa pagar nada para procurar famílias e mandar mensagens por este site. Acho que esse é um dos maiores atrativos do site, que é preferência entre as au pairs.

O site tem um layout bem intuitivo, e é super fácil de acessar. Você recebe updates semanais com famílias que se cadastraram recentemente no site e podem ser um possível match pra você. 

Para receber este update e notificação de novas mensagens você deve aceitar que o site te envie essas notificações, ok? 

Dica preciosa: se você não está encontrando famílias suficientes no país e área que você designou no seu perfil, tente alterar a forma de busca. Algumas famílias tem preferências por certas nacionalidades, e isso pode dificultar sua busca. Portanto, para que você tenha acesso a maioria das famílias ou todas as famílias suecas (ou do país que você quer ser au pair), no momento da busca no campo "I come from" selecione outro país que não seja o Brasil.

PS: Não altere sua nacionalidade no seu perfil, mude apenas o país de onde você vem quando estiver buscando por uma família neste link. Seu perfil deve permanecer com informações verídicas sobre você.

Outro site que é bastante utilizado por host families e é bem popular é o Great Au Pair. Este site também é bastante completo e dinâmico, além de possibilitar que você faça oupload de fotos e vídeos, mas possuí algumas restrições para aqueles que não são membros pagantes. 

Ou seja, se você paga para utilizar o site, você terá acesso a maioria das funções do site, como enviar e receber mensagens. Entretanto, se você não paga para utilizar o site, o único meio que você terá de entrar em contato com a família desejada é adicionando-a como favorita. Aí é rezar para que a família seja um membro pagante e te mande uma mensagem (você pode responder a uma mensagem, mesmo não sendo um membro pagante, mas não pode ser o primeiro a enviar a mensagem). Do contrário, vocês nunca irão se falar.


Encontrando famílias no Facebook

Outra maneira de encontrar uma família é pelo Facebook. Existem diversos grupos de au pair e host families no Facebook. Nestes grupos au pairs que estão prestes a terminar o programa de au pair oferecem suas atuais host families, e host families procuram por au pairs.

Para encontrar estes grupos, no campo de busca do Facebook digite "Au pair + o nome do país que você deseja ser au pair". Aí é só pedir para participar dos grupos que tenham mais a ver com você.


Esta foi minha dica de hoje pra você que esta procurando por uma família na Suécia. 

PS: Tome cuidado com famílias fake, elas estão em todo lugar. E jamais mande dinheiro pra nenhuma família; isso pode ser um grande indício de família fake.

Vejo vocês nos dias 15 e 30 de cada mês. Bye Bye!

By Valeska Monteiro
E-mail: vikingbrasileira@gmail.com

Como achar uma host family na Suécia?

segunda-feira, novembro 13, 2017



Oi gente linda, tudo bem?

Se você chegou até aqui sem ler a primeira parte dessa saga, sugiro ler (nesse link aqui) para entender melhor o contexto.

(...) Decidi voltar atrás no match. Achei que deveria tentar encontrar uma família que fizesse eu sentir o tal feeling, mesmo não sabendo se de fato ele existia (...).

Foram dias bem tensos, cheguei a pensar em desistir do programa, pois me sentia muito mal em voltar atrás depois de ter dado a minha palavra. Na segunda-feira me reuni (por skype) com a agência e expliquei toda situação. Fui sincera e disse que tudo havia acontecido rápido, que eu havia me empolgado com isso e que gostaria de voltar atrás. De início as agentes me explicaram que era normal ter insegurança e me perguntaram se estava certa da minha decisão. Minha resposta foi “sim” e para meu alívio, apesar de gerar um certo desconforto (normal né) tudo correu bem, pois acredito que ainda não haviam dado entrada oficialmente no meu match. Mas em todo caso, eu já havia confirmado para a própria família por skype - o que me resultou em mandar um constrangido e-mail à eles pedindo mil desculpas, pois eu havia me precipitado na minha decisão. 
Gente, não sejam essa pessoa!!!

Isso me gerou muito desconforto comigo mesma, com a agência (pois primeiro eu disse sim e depois não), mas principalmente com a família. Me coloquei no lugar de cada um deles...e se fosse o contrário? 
Seria como se uma família tivesse me escolhido, eu tivesse criado mil expectativas e um final de semana depois eles me dissessem que não me queriam mais.

Não quero com isso dizer que você é obrigado a embarcar depois de fechar match ou que não possa voltar atrás na sua decisão, até porque foi isso que eu fiz. Apenas digo: não deixe chegar nesse ponto! Se naquele skype, quando me perguntaram se eu aceitaria o match, eu tivesse dito a simples frase: “adoraria, mas gostaria de pensar por alguns instantes, organizar meus pensamentos e responderei assim que possível”, nada disso teria acontecido! 

Parece tudo muito simples olhando de fora: “ah, mas é só partir pra próxima”. Mas não é assim não...uma decisão como essa exige muita responsabilidade, seriedade e certezas das suas escolhas. Existem muitas pessoas envolvidas: você, o trabalho de uma agência¹ e a expectativa de uma família. E eu me considero uma pessoa hiper responsável, sempre pensei e refleti muito antes de qualquer decisão, mas naquele dia me deixei levar pela emoção. E depois fiquei com medo de passar uma imagem de irresponsável ou inconsequente. Afinal, uma das principais qualidades de uma Au Pair é responsabilidade, não é?

Como disse, tampouco estou dizendo que se você tomou uma decisão, não poderá voltar atrás. É sempre melhor mudar os planos enquanto ainda está no Brasil do que depois que estiver no seu destino. Mas talvez essa mudança gere alguma consequência (ou talvez até não) e você precisa estar preparado para o que vem a seguir - sejam coisas boas ou ruins.
Minha mensagem aqui é para aqueles que estão aguardando pelo seu tão sonhado match: *(pausa para aquela mensagem clichê, porém verdadeira)* 
Não ajam por impulso, prestem atenção aos detalhes e principalmente ao que o seu coração te diz. 

Pensem bem antes de qualquer decisão, para tomarem qualquer atitude com segurança. Eu aprendi a minha lição e depois disso, tudo passou a acontecer naturalmente e no tempo certo.
Se eu me arrependi de ter voltado atrás? - Em nenhum momento, pois a decisão de voltar atrás foi tomada com muita firmeza, diferente da decisão de aceitar o match.
Se eu poderia ser extremamente feliz naquela família? - Talvez sim, talvez não. Não é possível mensurar e/ou avaliar aquilo que não aconteceu, então optei por nem pensar sobre isso.

Hoje, não muito tempo depois desse ocorrido, eu tive meu “verdadeiro” match (que comentei aqui). Estou incrivelmente feliz, e de fato contando os dias para o embarque. 
E se tem uma coisa que eu posso afirmar (pela minha experiência, claro), é que o famoso feeling EXISTE! Eu de fato achava que não, mas ele existe. É só manter a calma para conseguir ouvir o que seu coração te diz! É lógico que sentimentos se constroem com o tempo e convivência. Mas aquela afinidade, o detectar coisas em comum, o se imaginar com aquelas pessoas e querer estar junto é o que podemos chamar de feeling - muito vai da sua interpretação.

Mas esse match será assunto para um próximo post, que vou adorar compartilhar! 
¹no caso da minha agência, são eles que intermediam o encontro entre família x candidatas au pair.

Vejo vocês em breve, no próximo dia 01. Beijos beijos!

Instagram: daianitobaldini
Blog: Eu + Rahysa temos nosso bloguinho onde além do Au Pair, compartilhamos sobre os preparativos do nosso ano de intercâmbio e (após nossa chegada) sobre viagens, perrengues, rotinas e afins! Confere lá: A Ponte Blog.

Dai ❤

PARTE II - DESISTI - voltei atrás no meu match. Por quê?

sábado, novembro 11, 2017

Olá galera, tudo certo por aê? Eu já estou super empolgada com o natal, o Sinterklaas, o Christkindl e tudo que vem junto com o Natal! Mas apesar dessa empolgação hoje falarei sobre o quanto e porque vale a pena ser au pair, se jogar de cabeça nesse mundo.


Para muitas pessoas, uma das primeira dúvidas ao pensar em ser au pair é se realmente vale a pena, principalmente as que já tem um diploma universitário, um bom emprego, um namorado, independência e/ou estabilidade finaceira, etc. E será que vale mesmo?

Bom, já dizia o poeta "Tudo vale a pena. Se a alma não é pequena.", mas eu acho que se jogar nessa experiência vale a pena até mesmo se a alma for pequena! Eu tive um ano maravilhoso, não tenho uma reclamação a fazer então eu recomendo e muito essa loucura de "jogar tudo para o alto" e cair no mundo auperiano. 


Digo isso, porque essa experiência transformará vocês em pessoas novas, vocês nunca mais serão os mesmos. Aprenderão tanto sobre tantas coisas novas e diferentes, conhecerão gente de tudo quando é canto do mundo proporcionando uma troca cultural imensa que fará vocês mudarem a visão de mundo que tem, algumas ideias, conceitos e pré-conceitos, e até objetivos de vida. 

Nesses anos de pré e pós au pair eu vi de tudo, vi gente que largou o noivo praticamente no altar para ser au pair, gente que desistiu de sonho para ficar com o namorado, gente que foi e se arrependeu, que foi e não ficou nem 3 meses, gente para dizer que sim e gente para dizer que não, gente que foi e amou tanto que nunca mais voltou, gente que até a alma gemea encontrou.

Eu sempre tive muita certeza do que eu queria, não me arrependo nem por um segundo da minha decisão, mas eu sei que muitas pessoas não tem essa certeza toda, que tem medo, insegurança, receio de sair da zona de conforto e o que eu posso deixar como conselho para quem está nessa situação, é ir! Arrumar as malas (poucas) e se jogar nessa aventura, porque seja ela boa ou ruim pode ter certeza que algum aprendizado vocês conseguiram tirar. Além do velho e bom clichê que diz que é melhor ficar arrependida pelo resto da vida por ter tido coragem e quebrado a cara do que não ter se arriscado e ficado na dúvida se daria certo ou não.


É isso ae galera, eu fui muito feliz durante meu ano de au pair, amo minha host family, minhas kids, meus amigos do mundo inteiro que tive a chance de fazer, os sonhos que pude realizar, as viagens que eu tive a oportunidade de fazer e todas as histórias e lembranças que eu tenho para contar. Por isso posso dizer: vão em frente, com ou sem medo e sejam felizes! Boa sorte, até mês que vem, kusjes.


camihfeer@gmail.com

Vale a pena!

quinta-feira, novembro 09, 2017


Hey! No post de hoje eu vou falar sobre um assunto sério. Semana passada eu sofri um acidente de bicicleta na Holanda. E graças a Deus eu não estava sozinha. Meu namorado estava lá e cuidou de tudo pra mim, e só precisei me preocupar em não sentir dor. Mas e se eu estivesse sozinha?

O que eu quero falar com vocês é sobre a importância da gente sempre ter dinheiro guardado pra caso aconteça qualquer tipo de emergência, você tenha como contornar a situação.  Durante o ano de au pair podem acontecer várias coisas que você vai precisar ter uma graninha extra. Pode ser um rematch inesperado, onde você vai ter que sair da casa da host family e viajar pra alguma outra cidade, ou pagar hospedagem. Você pode sofrer um acidente e ter que gastar uma grana com hospital,  remédio e etc. Ou até mesmo em alguma viagem, vai que você perde vôo?

São tantas coisas que podem acontecer, e o melhor a fazer é ter o seu dinheiro guardado. Acreditem, eu sei como é complicado administrar o salário de au pair, principalmente quando é o primeiro ano do intercâmbio. Queremos viajar pra vários lugares, comprar muitas roupas e etc. Mas é muito importante que a gente aprenda a controlar o nosso dinheiro. Eu demorei 2 anos pra aprender, mas agora aprendi a me controlar.

O que fazer para não gastar? Eu aprendi que se eu montar looks das minhas roupas , fazendo combinações diferentes é tão legal quanto comprar uma peça nova. Sério! Você não precisa deixar de comprar nada, mas escolhe um valor que você possa tirar todo mês e deixar separado. Como se fosse uma conta pra pagar sabe?

Morar no exterior é bem complicado por que dependendo da sua situação você pode acabar tendo que resolver tudo sozinha e com urgência, então é bom estar preparada. A sua host family provavelmente poderá te ajudar caso aconteça alguma coisa, mas isso vai depender muito da sua relação com a família.

Procure saber como funciona o seu seguro saúde, se tiver um cartão sempre sai com ele. Não ande sem a carteira de identidade, mas tome muito cuidado com ela! Eu não sei em outros lugares, mas na Holanda quando minha ID foi roubada, pra pedir uma nova o valor é 150 euros. Já pensou perder e do nada ter que gastar 150 euros?

O post de hoje foi mais um alerta pra gente se preocupar sempre, e ficar preparada financeiramente pra caso alguma coisa aconteça.

Espero que tenham gostado desse post!
Não esqueçam de visitar meu canal do youtube!
Www.youtube.com/ingridcosta

Beijos,
Ingrid Costa

Imprevistos acontecem, você está preparada?

terça-feira, novembro 07, 2017

Meu povo!

Depois de um mês turbulendo e a decisão de encerrar minha segunda experiência de au pair antes dos 12 meses, venho compartilhar uma experiência que eu tive: a de ler uma infinidade de perfis a pocura da minha sucessora!


Agora você, que ainda não foi au pair, está por dentro do que uma host family procura quando lê um perfil? Baseada na experiência com a minha família, posso citar uns pontos importantes.

1. SINCERIDADE

Sim, você pode amar crianças, querer fazer parte da família, amar atividades ao ar livre, arts and crafts, ir ao cinema nas horas vagas, ler um livro, não gostar muito da vida noturna, ser easy-going e comunicativa. Você pode MESMO! But do you, really?

Porque acessando o aupairworld com o perfil da minha host, eu sentia que estava lendo o mesmo perfil over and over again apenas com a mudança das fotos. Digo novamente: você pode ter todas essas características mas, se pararmos pra pensar, não é todo mundo que tem.

Meu ponto: como diferenciar o seu perfil de todos os outros que contém a mesma informação? Você precisa se destacar de alguma maneira.

Os dois perfis (apenas dois) que nos chamaram a atenção eram de meninas com boas habilidades para a escrita. Meninas que conseguiram detalhar suas qualidades de uma forma diferente da original lista que sempre é feita. Uma contou histórias de quando criança, outra contou histórias que viveu no trabalho, na faculdade, qualquer parte da vida.

As quatro famílias com quem tive contato me elogiaram pelo perfil. Minha host atual ainda chora as pitangas por não ter encontrado nenhuma menina que tenha chamado a atenção dela como eu. E foram duas semanas buscando quase todos os dias, uma média de 120 meninas mandaram mensagem pro perfil deles, fora as meninas que a gente tinha encontrado por conta própria e lido o perfil.




Posso garantir que há inúmeros modos de você contar sua história e se destacar.

Obs.: tanto no meu perfil para os Estados Unidos quanto o da Holanda, eu escrevi que bebia e gostava de vida noturna.

2. SUAS FOTOS


Se não for pedir muito, adicione fotos de você com crianças.


No contexto "application de au pair", esse pedido soou desnecessário? Espero que sim, porque isso mostra que vc está fazendo o correto.

Porém, por incrível que pareça, quase 30% dos perfis que vimos não continha foto da pessoa com crianças. Ou, quando tinha, eram fotos com a menina fazendo uma pose ao lado do serumaninho, o que desagradou muito minha host. E decotes, tinha open bar de decotes com poses-tinder.

Aposte em fotos que mostrem que vc pode ser dinâmica, afinal, é isso que os pais procuram na au pair. Energia. Minha host disse que o que ela gostou das minhas fotos é que eu estava carregando crianças "de cavalinho" e fugindo de um dos meninos que cuidei enquanto uma calopsita estava pousada na minha cabeça. Se isso não foi original, não sei mais o que eu poderia ter feito.

3. MOSTRE INTERESSE

Uma ótima forma de você mostrar interesse pela família quando vai mandar uma mensagem se candidatando, é adicionar à mensagem partes do perfil da família com as quais vc se identifica.

Fuja do texto padrão que você escreveu no bloco de notas e vai só trocando o sobrenome da família quando vai mandar uma mensagem. Mostre afinidade. Dedique-se. No final, uns minutos perdidos ao desenvolver uma boa mensagem podem fazer toda a diferença.

Além de te proteger da famosa gafe de mandar mensagem pra uma família com o nome de outra.




4. (Em entrevista) PERGUNTE SOBRE AS CRIANÇAS.

Eu sei! Tive mais de uma experiência como au pair, passei por algumas entrevistas, eu chegava a me coçar pra saber se teria curfew, im de semana off e como seria meu quarto, AI MEU DEUS como seria meu quarto?

Porém, me prometa uma única coisa: quando a host family parar com o interrogatório e passar a bola pra você, foque nas crianças!

Pergunte sobre a personalidade de cada um, o mês de aniversário, o que eles gostam mais de comer e fazer no tempo livre, se possuem alguma restrição alimentar.

Minha host dispensou duas meninas que possuiam um bom perfil por não terem perguntado quase nada sobre as crianças no primeiro skype. Uma delas só queria mesmo saber se o salário daria pro mês.

Miga, sua loca, CLARO QUE NÃO DÁ!

Viver em Amsterdam é maravilhoso mas, ser au pair aqui é:


Sad but true!

Informe-se. Pra que esse tipo de pergunta não seja o que mais te importa na hora do skype.

Minha host teria entrevistado muitas outras meninas se elas tivessem seguido o que eu acabei de escrever. Então acredito muito que esses passos podem te ajudar, caso esteja nessa busca pela futura host family.

Boa sorte pra quem está nessa caminhada e vamo que vamo!

Um beijo e, da Holanda, um queijo!

Ajudando a escolher a próxima Au Pair: o que procuramos no application?

domingo, novembro 05, 2017

   
   Lá no aeroporto, encontrei uma colega que cresceu comigo durante a infancia, também era au pair, mas estava encerrando o 2º ano e voltando para o Brasil e estávamos no mesmo vôo. Acho que foi a sorte, pois confesso que não lembro até hoje como fui parar naquele avião! Provavelmente eu fui guiada por ela! Mas o restante eu lembro muito bem! Vôo com escala em Atlanta, eu sentada na poltrona do corredor e uma criancinha chorando com medo da decolagem....

   Olá, pessoal, tudo bem? Para você que caiu de paraquedas aqui, eu sou a Júlia, ex au pair e psicóloga, e hoje meu "foco" de trabalho é a assistência emocional online para intercambistas e pessoas que querem morar fora.
   No último post eu contei um pouco da minha despedida dos EUA, como passei as últimas semanas e dias como au pair, e hoje venho contar para vocês sobre o meu desembarque, reencontro com a família e acho que o mais emocionante: quando peguei meu sobrinho no colo pela primeira vez! Sim, ele nasceu quando eu estava nos EUA e até então nosso contato havia sido apenas por Skype.  Mas vamos lá, retomando do ponto onde parei, que está no primeiro paragrafo deste post...

   Vôo com escala em Atlanta, eu sentada na poltrona do corredor e uma criancinha chorando com medo da decolagem. Eu costumava carregar comigo um cachorrinho de pelúcia que comprei no meu 2º mês nos EUA, principalmente porque o formato dele encaixava na "curvinha" do pescoço/cabeça e era um travesseiro perfeito, mas ao ouvir aquele chorinho não pensei duas vezes; virei para trás, olhei para a criancinha e falei: He´s scared too, but if you hold him tight, he'll be ok! Do you wanna try? (Traduzindo: ele também está com medo, mas se você segura-lo bem apertado, ele ficará bem! Quer tentar?) Ela imediatamente estendeu os bracinhos (fofa! =]) e fechou os olhinhos enquanto o apertada "tigh"e dormiu minutos após a decolagem.

   O voo NYC para Atlanta até que foi tranquilo, acho que ainda não tinha caído a minha ficha! Desembarcamos (eu e minha colega) em Atlanta com pouco tempo, ia ser corrido, e ainda com aquele "monte de malas de mão" calculem!! Até que deu tempo, chegamos no portão correto, e aí do nada o voo mudou de portão, bem próximo do embarque. Acho que eu nunca corri tanto na minha vida arrastando aquela mala de rodinhas, que parecia que ia voar, mas mais um vez deu tempo! Entrei no avião, fui de janelinha, queria ver tudo! Na minha frente estavam duas brasileiras, ambas com a poltrona quebrada, porém, o quebrada, de certa forma, favorecia a elas, pois a poltrona estava deitando muito. As duas foram literalmente deitadas no meu colo e do senhorzinho que estava ao lado, e quando perguntei se elas poderiam subir a poltrona pelo menos um pouco a resposta foi "não, estou confortável assim". Ok, né? Como o voo estava cheio, fui de Atlanta à São Paulo "dando colo" para uma desconhecida! hahah
   A vista de Atlanta ali do avião era linda, e acho que foi ali que a ficha começou a cair. Chorei, chorei bastante e me despedi daquele país que me ensinou tanta coisa (confesso que eu achava que nunca mais teria condições de voltar, então a despedida foi bem dolorida).

   
   Tripulação, preparar para o pouso! Pronto, chegamos em São Paulo! Voltar foi muito bom! Pouco depois que cheguei, meus pais também chegaram e fomos para a casa da minha tia, que mora em São Paulo. Lá, reencontrei minha avó (saudades), meus tios e primos, e tive a primeira refeição brasileira: arroz, feijão, carne assada, salada e legumes! Sabe aquela comida que você come sentindo o sabor de cada ingrediente? Foi essa, inesquecível!! 

  Eu não quis esperar, dormir lá e vir embora para Curitiba no dia seguinte, queria pegar a estrada, ver minha irmã, cunhado, meus cachorros e finalmente poder sentir o cheirinho do Isaque, meu sobrinho. 
   Cada minuto da viagem parecia interminável, aquela viagem pareceu mais longa que a de Atlanta à São Paulo.

   Algumas horas depois, CHEGAMOS! O reencontro com meus cachorros também foi muito legal! Sabe aqueles vídeos onde os cachorros encontram os donos após bastante tempo? Foi mais ou menos parecido! <3  Hoje os dois já estão no céu dos cachorros, e a saudade deles é imensurável!
    Pouco tempo depois de chegarmos, chegou minha irmã, trazendo consigo o "meu gato", meu sobrinho. Lembro até hoje a roupinha que ele vestia, que por sinal, eu havia comprado e mandado para ele poucos meses depois de chegar nos EUA. Era um suetter azul com uma baleia e uma calça azul marinho. Os punhos do suetter era da cor da calça, deu pra imaginar, mais ou menos? O encontro foi inesquecível, lindo de viver ! Hoje o Isaque já tem 8 anos, e nossa ligação é incrível, e 6 anos (talvez 5 anos, agora não lembro exatamente hahaha) depois chegou a Luisa, minha sobrinha!
Este é o Isaque quando cheguei!
                                

  A readaptação não foi fácil, voltar a morar na casa dos pais, em outro país, estado e cidade diferentes, com costumes diferentes, desempregada, enfim, se eu começar a falar aqui, viramos a noite, né? Isso (com certeza) seria assunto para um único post, e quem já voltou sabe que o assunto é longo e não é fácil não! 

   Espero que tenham gostado dessa máquina do tempo, este post contando um pouquinho do meu retorno! Adorei relembrar os detalhes e tudo que vivi naquelas últimas semanas! 

   Espero vocês no próximo mês que, pasmem, já é dezembro!!!
   
   Beijos,



   Júlia B. Benedini - Psicóloga 
CRP: 08/14965                   

De volta pra casa....